Economia

Com 258 milhões de smartphones, Brasil tem mais celulares do que habitantes

Pesquisa da FGVcia revela avanço do ecossistema móvel e consolidação do trabalho híbrido como motor para o uso de portáteis.


Da Redação | 02/07/2026 | 06:30


Se somados os computadores de mesa, país atinge 480 milhões de dispositivos digitais | Foto: Pixabay

O Brasil consolidou sua posição como um dos países mais conectados do mundo, registrando uma média de 1,2 smartphone por habitante. Ao todo, o país contabiliza 258 milhões de celulares inteligentes em funcionamento, um contingente que supera com folga a própria população nacional, estimada em 203 milhões de pessoas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados constam na 35ª Edição da Pesquisa do Uso da TI, divulgada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGVcia).

O fenômeno de conectividade vai além dos telefones. Quando o ecossistema de dispositivos portáteis é ampliado para incluir notebooks e tablets, o indicador salta para 1,8 aparelho por habitante, totalizando 384 milhões de unidades em circulação, o que representa um avanço frente à média de 1,7 registrada no mesmo período de 2023.

Se somados os computadores de mesa, o Brasil atinge a marca impressionante de 480 milhões de dispositivos digitais nas esferas doméstica e corporativa, o equivalente a 2,2 aparelhos para cada brasileiro.

O mercado de carregadores portáteis no Brasil vem registrando um crescimento expressivo. Esse avanço é impulsionado pelo fato de o país ter ultrapassado a marca de 240 milhões de smartphones em uso (mais de um aparelho por habitante), o que gera uma dependência contínua de bateria para o trabalho, estudos e lazer.

Com mais de 2,2 dispositivos digitais por habitante (somando smartphones, tablets e notebooks), a busca por carregador portátil deixou de ser um item de luxo e virou um acessório de primeira necessidade.

Trabalho híbrido dita tendências no mercado

Apesar do volume expressivo de telas no país, o mercado de computadores tradicionais deu sinais de acomodação. Segundo a FGVcia, as vendas anuais do segmento desaceleraram: foram comercializados 12 milhões de computadores no ano passado, o que representa uma queda de 3% em comparação com o período anterior.

No entanto, o comportamento das empresas e dos consumidores aponta para uma transformação qualitativa:

  • Aceleração dos notebooks: O avanço definitivo do regime de trabalho híbrido deve manter aquecida a venda de computadores portáteis, embora o volume total do setor de PCs tenda à estabilidade.
  • Soberania dos smartphones: A projeção para os próximos anos indica que os celulares vão ampliar ainda mais a distância em relação aos desktops e tablets. A preferência se justifica pela busca por ferramentas compactas que unifiquem estudo, trabalho e entretenimento.

A virada da Inteligência Artificial

Pela primeira vez em 35 anos, o levantamento da FGV mapeou a penetração das ferramentas de Inteligência Artificial generativa no cotidiano dos brasileiros. O estudo confirmou a rápida adoção dos assistentes virtuais de última geração.

No topo do ranking de popularidade e de usuários ativos, o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, lidera isolado a categoria de chatbots. Logo atrás, as ferramentas concorrentes Google Gemini e Microsoft Copilot aparecem como as principais alternativas em expansão no mercado nacional.


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