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O mundo das comunicações perdeu, na tarde desta quinta-feira (10), o jornalista João Monteiro de Barros Filho, fundador da Rede Vida de Televisão e de outros veículos de comunicação em Barretos. A Prefeitura de Barretos decretou luto de três dias.
O jornalista, que tinha 87 anos, estava internado na Santa Casa de Barretos. Sua morte gerou comoção nos meios de comunicação, em associações e na Igreja Católica.
Nascido em 1938, o jornalista iniciou sua caminhada na imprensa em 1955, com a criação do Reportagem que Não Para, primeira das bem sucedidas iniciativas tomadas pelo também empresário no meio jornalístico.
Em 1968, passou a administrar a Rádio Independente, sua primeira emissora, que no ano seguinte ganhou a companhia do jornal O Diário de Barretos. Depois surgiram outras emissoras de rádio FM em Barretos e outros municípios da região.
Já nos anos 1990, fundou em junho de 1995 a Rede Vida de Televisão, emissora de comunicação católica, que completou 31 anos no ar.
Essa forte ligação com a Igreja Católica gerou manifestação de pesar do bispo de Barretos, dom Milton Kenan Júnior.
"A partida de João Monteiro de Barros Filho representa uma grande perda para Barretos, para a comunicação brasileira e, de maneira muito particular, para a Igreja Católica, à qual esteve ligado durante décadas por laços de amizade, fé, colaboração e serviço. Sua relação com a história da Diocese remonta aos primeiros anos da Igreja Particular de Barretos. Monteiro Filho foi grande amigo de Dom José de Mattos Pereira, primeiro bispo diocesano de Barretos, tornando-se um de seus amigos próximos e confidentes. Essa amizade permaneceria simbolicamente perpetuada décadas mais tarde quando, em 1992, criou o Troféu Dom José de Mattos Pereira, homenagem que leva o nome do primeiro bispo da Diocese e passou a reconhecer personalidades que contribuíram para o desenvolvimento e o bem da comunidade", diz o bispo.
Segundo a igreja, com dom Antonio Maria Mucciolo, segundo bispo diocesano de Barretos, João Monteiro também estabeleceu uma forte parceria em favor da evangelização, tendo sido um dos idealizadores da Cidade de Maria, centro de espiritualidade, formação e evangelização que se tornou uma das obras mais significativas da diocese.
Já a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), fundada em 1962 e que representa 3.200 emissoras de rádio e TV no país -caso da Difusora FM de Batatais, por exemplo-, emitiu um comunicado lamentando a morte do empresário e radiodifusor.
"Com uma trajetória de décadas dedicada à comunicação, João Monteiro de Barros Filho foi uma importante liderança da radiodifusão brasileira. Empresário visionário, foi fundador da RedeVida de Televisão e do Grupo Monteiro de Barros de Comunicação, construindo uma história marcada pelo empreendedorismo e pela defesa e valorização do rádio e da televisão aberta no país", diz a associação.
A Prefeitura de Barretos decretou, ainda nesta quinta-feira, luto de três dias em virtude da morte do jornalista, classificado pela administração como um "pioneiro", com "visão à frente de seu tempo".
"Além da contribuição para a imprensa, teve papel fundamental no desenvolvimento social e cultural de Barretos. Foi um dos idealizadores da Cidade de Maria e cofundador da Academia Barretense de Cultura, demonstrando ao longo de toda a vida um compromisso incansável com as causas comunitárias", diz nota da prefeitura.
O enterro está previsto para as 12h, no cemitério municipal de Barretos.
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