Comportamento

Novembro azul: Com uma morte a cada 38 minutos, câncer de próstata necessita de atenção

A cada hora, sete homens recebem o diagnóstico; Marcelo Tas protagoniza campanha de conscientização sobre a doença, cuja taxa de cura chega a 90% dos casos quando descoberta na fase inicial


Da Redação (com agências) | 04/11/2019 | 16:28


Marcelo Tas protagoniza campanha de conscientização sobre a doença | Foto: Divulgação

Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) sobre o câncer de próstata revelam um quadro preocupante: até o final do ano estima-se que o biênio 2018-2019 terá 68.220 novos casos da doença. Tal número corresponde a sete casos a cada hora, somando 31,7% dos diagnósticos de todos os tipos da doença registrados no país, fazendo deste o mais incidente entre os homens depois do carcinoma de pele não-melanoma.

No âmbito mundial, a tendência é igualmente inquietante, sendo este responsável por 4% das mortes somados todos os tipos de tumores segundo a Globocan 2018.

O impacto é sentido até mesmo economicamente. Segundo um estudo da Unidade de Inteligência da revista The Economist as perdas apenas no Brasil somaram -- em 2015 -- mais de um bilhão de dólares não corrigidos pela inflação. Esse horizonte, seja no espectro pessoal ou nacional, não é, como pode parecer, uma sentença, pois o câncer de próstata é um tipo de neoplasia maligna (tumor) com uma perspectiva de cura otimista caso seja identificado rapidamente.

"Pessoas que estejam na faixa de risco, composta por homens acima de 50 anos, com histórico familiar, precisam discutir com seu médico sobre o rastreamento e os exames necessários. Mas, em geral, todos os homens devem fazer acompanhamento anual", explica André Fay, oncologista do Grupo Oncoclínicas no Rio Grande do Sul.

FALTA DE INFORMAÇÃO É GRANDE OBSTÁCULO

Um dos principais obstáculos na prevenção e detecção desse tumor, e outros que afetam apenas a população do gênero masculino, é exatamente a falta de informação.

Uma pesquisa realizada em 2017 pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), encomendada pelo Datafolha, indicou que 21% do público masculino acredita que o exame de toque retal "não é coisa de homem".

Considerando aqueles com mais de 60 anos (grupo de risco), 38% disseram não achar o procedimento relevante.

Outro dado do IBGE mostrou que aproximadamente 5,7 milhões de homens de 50 anos ou mais realizaram exame físico ou de toque retal nos 12 meses anteriores à pesquisa, equivalendo a apenas 25% dessa faixa de idade.

Por isso a importância de campanhas informativas como a promovida pelo Instituto Oncoclínicas - iniciativa do corpo clínico do Grupo Oncoclínicas para promoção à saúde, educação médica continuada e pesquisa -, em parceria com a SBU para desmistificar o exame de toque retal.

A ação lançada neste mês de Novembro é protagonizada pelo apresentador, ator, roteirista, diretor e escritor Marcelo Tas e tem como foco central a difusão de conhecimento por meio das mídias sociais.

"Precisamos esclarecer à sociedade em geral que o exame de toque retal, essencial para a prevenção e detecção do câncer de próstata em estágios iniciais, não precisa ser um tabu. O teste dura em média sete segundos, é simples, não causa dores ou complicações após sua realização e, acima de tudo, é essencial para uma vida saudável", explica Bruno Ferrari, presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas e um dos idealizadores da campanha.

O InORP Grupo Oncoclínicas em Ribeirão Preto, há 35 anos, oferece atendimento na região nas especialidades de oncologia, hematologia, cuidados continuados, psicologia, nutrição, fisioterapia e centro de infusão.


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